quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O que o Service Pack 2 do Windows Vista trará de novo?

Com um beta público do Service Pack 2 para Windows Vista rolando por aí,
somando aos dizeres de analistas no sentido de que o Vista SP2 será
bastante parecido com o Windows 7 "nos bastidores", a seguinte dúvida
surge: afinal, o que o SP2 do Vista trará de novo?

Para responder a essa pergunta, nada melhor que um resumão sobre as tais novidades. O site PC Advisor compilou uma lista interessante das principais.
Confira:

?Acrescenta suporte nativo a gravação de Blu-ray;
?Adiciona o Pacote de Ferramentas Sem Fio do Vista (tradução livre de "Vista Feature Pack For Wireless"), o qual traz suporte à última tecnologia
Bluetooth (Bluetooth 2.1), bem como ao protocolo WiFi Windows Connect Now (WCN);
?Melhorias no desempenho do WiFi quando o Vista volta da hibernação/dormir;
?Melhorias em velocidade e eficácia do gadget de feeds, da Barra Lateral;
?Traz a última versão da instant search (4.0);
?Diminui os recursos necessários para rodar muitos gadgets na Barra Lateral;
?Melhorada geral no desempenho do sistema.
Além dessas novidades mais visíveis, existem muitas outras invisíveis ao usuário:

?Suporte aos novos processadores VIA de 64 bits;
?Suporte ao sistema de arquivos exFAT, que permite manusear arquivos maiores que 4 GB (limitação do FAT32), além de usar o sistema de horários UTC
para sincronizar arquivos de/em diferentes fuso-horários;
?Melhorias no gerenciamento de energia do sistema (eficiência 10% melhor).
De resto, todas as correções lançadas até então também estarão incluídas no pacote, além de algumas novas, exclusivas do SP2. Problemas como
desligamento lento e "crashs" inexplicáveis serão resolvidos.

Algo interessante, até incomum na história da Microsoft, é que o SP2 não é cumulativo. Ou seja, antes de instalá-lo, o usuário precisará instalar o
Service Pack 1 - se já não o tiver feito.

O Service Pack 2 do Windows Vista será lançado n'algum dia do primeiro semestre de 2009. Por ora, aventureiros, curiosos e estudiosos podem testar a
versão beta (32 bits ou 64 bits). Mas lembre-se: é beta, é Service Pack, pode dar problema.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A morte do HD

Com a queda vertiginosa dos preços, os discos de estado sólido se tornam
cada vez mais populares entre os computadores portáteis, prometendo melhor
desempenho e menor consumo de energia.

John Markoff / NY Times
Acordo Ortográfico

Sherman Black, um vice-presidente sênior na Seagate Technology, uma das empresas líderes na produção de discos rígidos, passa noites em claro
preocupado com o fato de que seus filhos adolescentes são parte de uma nova geração de usuários de computador, que não se importam se seus dados são
armazenados localmente ou na "nuvem" que é a internet.

É um fato importante para a indústria dos discos rígidos, porque um número cada vez maior de consumidores aguarda ansiosamente uma nova onda de discos
de estado sólido (SSD ? Solid State Drive). Feitos com conjuntos de chips de memória flash, mesma tecnologia usada em pendrives, estes novos "discos"
são menores e muitas vezes mais rápidos que os discos rígidos tradicionais, que gravam magneticamente 1s e 0s em um disco (ou "prato") giratório.

Eles são, claro, mais caros. Mas pequenos discos de estado sólido de 2, 4 ou 16 gigabytes já são componentes padrão nos populares "netbooks" vendidos
por empresas como a Dell, Hewlett-Packard, ASUS e outras, e um modelo de 128 gigabytes é vendido pela Apple por US$ 500 como um upgrade para o MacBook
Air.

Esta mudança na tecnologia de armazenamento de dados é possível por causa do aumento no uso de chips de memória flash. Eles são onipresentes em
dispositivos portáteis como câmeras digitais e MP3 Players. O outro motivo é que estes discos de estado sólido (assim chamados porque, ao contrário
dos discos magnéticos, não tem partes móveis) estão sendo projetados para ocupar o mesmo nicho nos laptops atualmente ocupado pelos tradicionais HDs
de 1.8 e 2.5 polegadas, que são padrão na indústria.

Há muitos benefícios nesta nova tecnologia, entre eles o fato de que os chips não fazem barulho, emitem pouco calor e consomem muito menos energia, ao
mesmo tempo em que transferem dados com velocidade muitas vezes superior à de um disco rígido convencional.

Claro, também há desvantagens. Embora os discos de estado sólido possam ler informações mais rapidamente do que um disco rígido, alguns modelos gravam
as informações mais lentamente. Isto significa que, no geral, comparativos de desempenho podem depender do design de um fabricante em particular ou
da execução de um aplicativo específico ou de um certo perfil de uso.

Também há grandes diferenças de qualidade dentro do mercado de estado sólido, e podem haver diferenças extremas entre os discos no número de vezes em
que os dados podem ser gravados, ou seja, em sua vida útil. Como os transistores individuais que compõem um chip de memória flash podem falhar ao
longo do tempo, eles vem com "áreas de reserva" que podem ser ativadas automaticamente caso necessário e usadas como um estepe. Analisando as opiniões
em sites de comércio eletrônico como Amazon.com e Buy.com, podemos ver que o nível de satisfação do consumidor com a nova tecnologia varia muito ? de
"impressionado" a "realmente frustrado".

Deficiências à parte, um disco de estado sólido corretamente projetado pode fazer um mundo de diferença. O sistema operacional carrega em poucos
segundos, e a mudança pode adicionar cerca de 30 minutos de autonomia extra à bateria de um laptop comum.

A ânsia por velocidade no mercado de laptops está sendo satisfeita por mais de 40 fabricantes, incluindo gigantes da indústria de chips como a Intel,
Samsung e Toshiba. A capacidade de armazenamento saltou para os 256 gigabytes (e a Toshiba anunciou 512 GB para 2009), embora atualmente a um preço
exorbitante. Um disco com esta capacidade, produzido pela Axiom, é vendido online por algo entre US$ 7.426 a US$ 9.125. Mas os preços, entretanto,
estão despencando.

Por exemplo, já é possível comprar um disco interno de 2.5 polegadas e capacidade de 128 GB em uma revenda como a OCZ por apenas US$ 299. Embora este
preço possa ser o dobro do de um disco rígido tradicional de capacidade equivalente, a combinação de maior velocidade, menor consumo de energia e
menor geração de calor ? e o potencial aumento na confiabilidade ? são sedutores.

Um disco destes não é mais apenas para executivos que vivem na estrada e procuram uma máquina "sexy" como o ultraportátil MacBook Air (um disco de
estado sólido de 64 GB para o Air custava US$ 999 quando a máquina foi lançada, em Janeiro). Agora ele pode ser considerado até como um upgrade para
aquele seu laptop "velho de guerra". E no ano que vem, quando os discos de estado sólido de 128 GB estiverem ainda mais em conta, serão oferecidos
pelos fabricantes de laptops como um extra a preços muito mais razoáveis.

Além de participar do mercado de laptops "topo de linha" e como uma opção de upgrade, discos de estado sólido também arrebataram o mercado dos
"netbooks", portáteis com telas de 10 polegadas ou menos vendidos por preços entre US$ 300 e US$ 600 que se tornaram uma febre nos últimos meses.
Estas máquinas às vezes vem com apenas 2 GB de espaço em disco, ajudando a fomentar a nova geração da "computação nas nuvens" na qual Sherman Black,
da Seagate, está tão interessado.

"Acho que eles não se importam em ter seus dados com eles", diz Black sobre esta nova geração de usuários de informática, como seus filhos
adolescentes. "Eles acreditam que a "nuvem" estará sempre acessível".

Fabricantes de notebooks estão facilitando a tarefa de trocar os discos, o que torna a idéia de um "upgrade" ainda mais tentadora. Vire um dos novos
MacBooks da Apple e uma única abre um compartimento que revela um disco rígido preso por um único parafuso.

Eu já havia substituído o disco de 250 GB do MacBook por um modelo mais rápido de 300 GB de Hitachi, pelo qual paguei apenas US$ 99. Entretanto, a fim
de testar a velocidade dos novos discos de estado sólido, escolhi o modelo X25-M SATA, da Intel, como capacidade de 80 GB. Este disco é caro, cerca
de US$ 540 na internet, mas tem alto desempenho e uma garantia de três anos. Trocar os discos foi fácil, demorou menos de um minuto. A parte
complicada foi clonar todos os programas e dados do HD Hitachi para o modelo da Intel antes de fazer a troca.

Para isso eu usei um outro periférico ? um "berço" USB para HDs feito pela Thermaltake. Basta encaixar o novo disco neste acessório e conectá-lo ao PC
usando um cabo USB. Você pode, então, copiar todo seu software e dados de um disco para o outro. É algo que leva tempo, com certeza, mais muitos
programas de backup tornam o procedimento mais fácil. Eu usei o SuperDuper! um utilitário para Mac feito pela "Shirt Pocket" que custa US$ 28.

A operação foi simplificada porque eu tinha particionado (dividido) meu HD da Hitachi em duas áreas: uma para trabalhar e outra para música, vídeo e
imagens. Esta divisão sugere o que pode se tornar um possível padrão de uso entre os usuários domésticos no futuro: um laptop com um rápido disco
interno de estado sólido e um disco rígido externo de alta capacidade para armazenar multimídia e outros arquivos grandes.

Os resultados da mudança foram impressionantes. Usando uma ferramenta padrão de medição de desempenho para Macs, como o Xbench, comprovei que o disco
de estado sólido da Intel aumentou o desempenho geral da máquina em quase 50%. O desempenho no acesso ao disco aumentou em cinco vezes. O computador
iniciava mais rápido, e os aplicativos pareciam abrir quase que instantaneamente. O computador definitivamente ficou mais silencioso: o barulhinho do
disco rígido em funcionamento desapareceu.

Discos de estado sólido são obviamente um nicho em expansão no mundo dos notebooks. Ainda assim, não há motivo aparente para chorar a morte dos
fabricantes de discos rígidos. A explosão na quantidade de dados digitais é tão grande que mesmo que os discos de nossos notebooks se tornem menores,
ainda teremos que manter nossos dados em algum lugar.

"Na verdade, durmo melhor sempre que ouço falar de alguém que comprou um destes netbooks", diz Black. Sua empresa, a Seagate, está focando parte de
seus negócios em discos para grandes data-centers corporativos. "Sei que todos estes dados serão armazenados "na nuvem", e eventualmente em um de
nossos discos".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O portátil perfeito

Pensando em comprar um computador portátil? Saiba os cuidados que você deve
ter na hora da escolha para não se arrepender depois
José Ouro Camargo

Não importa se você quer um netbook ou notebook. Na hora de escolher seu
novo portátil é preciso ter cuidado. As maiores armadilhas na hora da
compra são se deixar levar pela aparência da máquina ou cair no "papo do
vendedor". Para desovar mercadoria antiga, alguns vendedores inescrupulosos
empurram produtos claramente inferiores como se fossem uma "ótima compra".
O consumidor só descobre o erro tempo depois, em casa, quando sua máquina
"novinha" já não dá mais conta das tarefas do dia-a-dia

Sua melhor arma contra esse tipo de situação é a informação: sabendo
exatamente o que você quer e precisa comprar, é possível até gastar menos
aproveitando alguma oferta de última hora ou um modelo bom que está para
sair de linha.

Netbooks

Os portáteis desta categoria são pequenos, leves e muito bonitinhos, mas
exigem atenção especial. O maior problema da primeira safra de netbooks,
como a primeira geração do Positivo Mobo ou os ASUS EeePC da série 701, é a
capacidade de armazenamento reduzidíssima. Existem nas lojas aparelhos que
possuem meros 2 GB de espaço para guardar arquivos, espaço simplesmente
inadequado mesmo para os usuários mais básicos.

Comprar um netbook desses inevitavelmente obrigará você a gastar mais
dinheiro em um HD externo ou um cartão de memória. Prefira os netbooks que
venham com HD - de pelo menos 80 GB ? ou, no caso dos modelos com memória
flash interna (SSD), pelo menos 4 GB, o que é pouco mas para atividades
simples, como criar documentos de texto e planilhas, dá para o gasto se
você fizer backups em cartões de memória, pendrives e HDs externos com
frequência.

Outro problema é o tamanho da tela. Fuja dos netbooks que vêm com telas de
7 polegadas. Além de difíceis de visualizar para a maioria das pessoas,
essas telas são de qualidade inferior às de maior tamanho, e a menor
resolução da imagem (800 x 600 pixels) prejudica a visualização de sites,
que muitas vezes "não cabem" inteiros na tela. Telas a partir de 9
polegadas são as melhores.

Os processadores encontrados nos netbooks, Via Nano ou Intel Atom na safra
atual, Intel Celeron nos modelos mais antigos, têm na prática um desempenho
bastante similar. O que faz a maior diferença é a quantidade de memória
RAM: prefira os aparelhos que tenham pelo menos 1 GB. A agilidade do
sistema operacional melhora bastante com mais memória.

A bateria também é um ponto digno de atenção: netbooks são máquinas
projetadas para quem precisa de mobilidade extrema, ou seja, anda o dia
todo por aí com a máquina a tiracolo. Por isso são leves. Mas a leveza e
tamanho não adiantam se você ficar preso à tomada para recargas constantes.
A autonomia de bateria nos modelos disponíveis no mercado nacional varia
muito, de 2 horas e meia a mais de 4 horas e meia. Se estiver em dúvida
entre modelos similares, prefira o com maior autonomia de bateria.

O sistema operacional é o ponto final na sua escolha. Netbooks costumam vir
de fábrica com Windows XP ou algum tipo de Linux instalado. Para usuários
mais avançados, o Linux funciona bem, mas os novatos podem penar um pouco
para aprender a usar o sistema. Se esse for o seu caso, o netbook com
Windows instalado é a melhor opção, pois funciona exatamente do mesmo modo
que seu computador de casa.

Se você quer usar um modem 3G USB para ter conectividade em qualquer lugar,
prefira o Windows. Normalmente, para iniciantes é complicado conseguir
configurar o modem para que funcione corretamente no Linux.

Notebooks

A gama de opções cresce vertiginosamente quando o assunto são os portáteis
tradicionais, os notebooks. Para não entrar numa fria, a melhor opção é
observar o equilíbrio entre os diferentes componentes da máquina.

O processador é o primeiro ponto a se observar. Para tarefas mais simples,
basicamente navegação na internet e uso leve no trabalho, notebooks
equipados com processadores como o Intel Celeron ou AMD Semprom resolvem o
problema.

Máquinas mais envenenadas, com processadores como o Intel Core 2 Duo ou AMD
Turion X2 são mais adequadas a quem usa o notebook para editar fotos e
vídeos, além de assistir filmes e ouvir música. O processador também influi
na escolha do sistema operacional: evite o Windows Vista em um notebook com
um processador Celeron ou Semprom, o sistema pede uma CPU "dual-core", como
o Core 2 Duo ou Turion X2, para funcionar "redondo".

Mas só o processador não resolve o problema. É fundamental que a máquina
venha com uma boa quantidade de memória, especialmente se o sistema
operacional for o Windows Vista. É preferível ter um Celeron equipado com 3
GB de RAM do que um Core 2 Duo com 1 GB. A diferença de desempenho é
espantosa. Não compre nenhum notebook com Windows Vista instalado que venha
com menos de 2 GB de RAM.

Um HD espaçoso, com pelo menos 120 GB, é importante para que o sistema
operacional tenha espaço para rodar bem ao mesmo tempo que seus arquivos
ficam estocados. Para fazer backup, é fundamental que seu notebook grave
CDs ou DVDs. Pela maior capacidade de armazenamento, vale a pena investir
em uma máquina com gravador de DVDs, pois ela também grava CDs de música ou
dados, além de gravar DVDs de vídeo.

A placa de vídeo integrada é um fator importante apenas se você pretende
jogar no notebook. Máquinas com boas placas de vídeo, tanto da ATI quanto
da Nvidia, costumam custar muito mais. Se for realmente imprescindível
jogar no seu notebook, prepare-se para gastar mais de R$ 8 mil em um
equipamento adequado.

Por fim, fuja de qualquer máquina que tenha o Windows Vista Starter Edition
(ou seu "irmão mais velho", o Windows XP Starter Edition) instalado. O
sistema é uma versão extremamente limitada do Windows Vista e não vale a
pena. O idela é levar para casa o Windows Vista Home Basic, Home Premium ou
Business. E se você se sente confortável usando Linux, abra o olho:
notebooks que vêm com este sistema instalado costumam custar menos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Netbook ou Notebook?

Com a chegada dos netbooks, aqueles “notebooks pequenininhos”, ao mercado os consumidores estão confusos. Eles são bonitinhos e leves, mas custam quase o mesmo preço de um notebook barato. Vale a pena pagar “mais” por “menos”? Ou é melhor investir em um portátil tradicional? Entenda as diferenças, e vá às compras tranquilo.
José Ouro Camargo - Tecnologia.ig.com.br



Com o dinheiro do 13º chegando, muita gente se prepara para comprar seu primeiro computador portátil ou pensa seriamente em substituir o antigo. Mas, dentre o mar de opções que já existia no mercado, agora há um novo dilema: qual portátil é o melhor, um notebook tradicional, com DVD e tela de 12 ou 14 polegadas, ou um dos novos netbooks, aqueles ultra-portáteis “pequenininhos” que estouraram neste ano com preços bastante convidativos?

A resposta é: depende de para quem você pergunta. Tem gente que acha os netbooks fracos demais se comparados aos portáteis "de verdade". Outros querem distância dos notebooks pesadões. Mas, qual deles realmente é o melhor?

Tudo é relativo

O primeiro passo na escolha do portátil que você vai comprar é definir o orçamento. Existem bons notebooks no mercado por até R$ 2 mil. Já um netbook, que de longe mais parece um brinquedo de tão pequeno, não sai por menos de R$ 1 mil, mas os modelos mais avançados custam quase R$ 2 mil.

Se o preço é praticamente o mesmo, o que muda então entre os tipos de aparelho? Muda tudo.

O primeiro ponto a se levar em conta é o poder de processamento. Mesmo os notebooks mais modestos, equipados com processadores de entrada como o Intel Celeron ou o AMD Sempron, são bem mais “parrudos” que os netbooks.

O segundo, é o uso que você fará do equipamento. Um netbook se presta a navegar pela web, escrever textos, planilhas e preparar apresentações simples. Até dá para ouvir música em MP3 e assistir a alguns vídeos digitais, mas ele não tem fôlego para muito mais que isso.

Um notebook, por outro lado, é basicamente um computador comum espremido em uma “embalagem” menor. Se estiver equipado com um bom processador e uma quantidade adequada de memória RAM, ele faz praticamente tudo o que um PC de mesa faria, exceto jogos, que demandam recursos mais avançados.

Leves como uma pluma

A grande sacada dos netbooks é a portabilidade: Com aproximadamente 1 Kg, são aparelhos feitos para carregar dentro da mochila ou da bolsa como se fossem livros, até porque tem o mesmo tamanho de um livro médio. São tão pequenos que podem ser usados apoiados em uma mão, digitando com a outra. É algo importante a considerar se você planeja carregar o micro para onde for o dia inteiro, todo dia.

Os netbooks tem outra vantagem: muitos dos aparelhos vêm equipados com SSDs, uma espécie de “cartão de memória” (como os cartões SD) interno, que substitui o HD. Esse tipo de equipamento é mais leve, mais resistente a quedas e consome menos energia que um HD convencional, mas o “custo por gigabyte” é maior.

Por isso, pelo menos no Brasil, netbooks equipados com SSDs tem capacidade limitada a poucos gigabytes, algo entre 4 e 16 GB. Veja se os arquivos que você quer levar junto com a máquina cabem neste espaço.

Entretanto, alguns netbooks de gerações mais recentes trazem mini-HDs de boa capacidade, como 80 ou 120 GB, e são mais adequados para quem decidiu usar o pequeno computador como máquina principal, aposentando de vez a necessidade de um notebook e reduzindo muito - ou eliminando - a necessidade de um PC convencional.

Isto é, se você não fizer questão de acessar CDs ou DVDs, pois nenhum netbook tem leitor de disco óptico. Para ler ou gravar um disco, você vai precisar de um gravador externo USB. Se você precisa fazer isto com frequência, vá de notebook.

E, é importante não esquecer, os netbooks têm telas que vão de 7 a 9,8 polegadas, e teclados menores que os convencionais. Quem tem problemas para enxergar certamente não conseguirá usar de maneira satisfatória uma máquina dessas, mesmo que venha acompanhada de muitas vantagens. O mesmo pode ser dito de pessoas que tem mãos grandes, que vão demorar a (ou nunca vão conseguir) se acostumar com o teclado menor que o convencional.

Poder condensado

Um bom notebook, com tela maior e peso considerável, já consegue dar conta do recado de praticamente qualquer tarefa que um PC de mesa tira de letra. Até algum tempo atrás, notebooks eram sinônimo de máquinas limitadas e fracas, mas hoje isso não é verdade.

Além de consumir menos energia para funcionar que um PC convencional, os notebooks têm a vantagem de serem portáteis, servir como poderosas máquinas de multimídia - alguns até rodam filmes em Blu-Ray - e, em alguns casos, substituir totalmente os PCs de mesa.

Como os preços dos notebooks básicos estão caindo a cada dia, mesmo com a crise internacional ameaçando catapultar os preços para cima, muita gente decidiu abandonar os desktops em prol dos portáteis. Com telas que vão das compactas 13 polegadas a mais de 20 polegadas, esse tipo de máquina é idel também para quem não quer destruir a decoração da casa com um PC desktop grandalhão, esteticamente incompatível.

Dúvida cruel

Antes de “assinar o cheque”, pergunte-se sempre: “o que farei com o micro?” Para navegação na web, escrever textos e rotina básica de escritório, o netbook dá conta, principalmente se você já tem um bom PC em casa. Para tarefas mais pesadas, como multimídia e jogos simples, ou como substituto ou equivalente ao PC de mesa, o notebook é a resposta. Pense nisso antes de comprar, assim você levará apenas satisfação e portabilidade para casa.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Desfazendo o mito dos megapixels

Antes de comprar uma nova câmera digital, tenha cuidado: neste mundo
complexo, "mais" megapixels às vezes podem resultar em "menos" qualidade na
imagem. Entenda esta situação
Russ Juskalian / NY Times


Acontece com todos nós: o momento em que descobrimos que mais "megapixels"
e melhores fotos não são necessariamente a mesma coisa. Se ver livre do
errôneo "mito do megapixel" - o equivalente desta década do "mito dos
megahertz" - pode levar um consumidor a uma crise existencial em miniatura.

A descrença, a princípio, dá lugar a uma espécie de auto-questionamento
embaraçoso: "quer dizer que 15 megapixels não é três vezes melhor que 5
megapixels? O modelo deste ano não é melhor que o do ano passado? Gastei
toda aquela grana "atualizando" meu equipamento... para nada?".

O consumidor, em pânico, se vê então diante da escolha entre abandonar de
vez os eletrônicos e se tornar um ludita, ou aprender sobre a tecnologia
por trás das câmeras e tomar as rédeas de suas decisões de compra.

Ao escolher o segundo caminho, ele logo se dá conta de que nem tudo está
perdido. As novas gerações de câmeras digitais e filmadoras, que quase
sempre tem "mais megapixels" ou resoluções mais altas, ainda assim tendem a
produzir excelentes imagens.

Mas há muito mais no sensor de uma câmera digital que a resolução. Entender
o básico pode acabar lhe convencendo que, pelo menos neste ano, comprar o
modelo do ano passado é uma ótima idéia.

De olho nos números certos

Num mar de especificações, uma das mais ignoradas é o tamanho, e não o
número de pixels, do sensor de uma câmera. Sensores maiores geralmente
levam a pixels maiores, o que resulta em algumas vantagens na hora de
capturar uma imagem.

A mecânica disto tudo pode ser melhor compreendida imaginando o sensor de
uma câmera digital como uma bandeja coberta de milhões (daí o "mega") de
pixels cilíndricos, como se fossem copos. Fótons (partículas de luz) passam
através da lente da câmera e são "capturados" pelos copos na bandeja. Cada
copo pode ser vermelho, verde ou azul (as três cores que formam a base para
todas as outras). Quanto mais fótons um copo captura, mais brilhante é sua
cor. Copos totalmente vazios são pretos, totalmente cheios são brancos.

Pixels (ou copos) maiores, com superfícies maiores, capturam mais fótons
por segundo, o que na linguagem dos eletrônicos significa um "sinal mais
forte", e na linguagem das câmeras significa "menos ruído e cores mais
limpas". Pixels maiores também capturam mais fótons por exposição antes de
encher, então são capazes de manter sua cor por mais tempo e não
"esbranquecem" tão rapidamente quanto os pixels menores.

Como o tamanho do sensor nas câmeras compactas não aumentou muito, mas a
quantidade de pixels sim, o único modo de conseguir isto é usando pixels
menores. Por esta razão, geralmente não vale a pena pagar um extra pelo
último "rei dos megapixels", diz Phil Askey, editor do site dpreview.com,
especializado em fotografia digital.

"Quando você vai além dos 7 ou 8 megapixels em uma câmera compacta, as
lentes pequenas já não estão aguentando o tranco", diz Askey. "E você está
colocando tantos pixels em um sensor tão pequeno que o ruído começa a virar
um problema de verdade. Começamos a nos preocupar com isso em 2006, mas de
lá pra cá só piorou".

A mesma coisa se aplica a câmeras DSLR (Digital Single-Lens Reflex). De
fato, testes recentes conduzidos no site dpreview.com chegaram à conclusão
de que fotos tiradas com a nova Canon EOS 50D (US$ 1.400), de 15
megapixels, "mostram visivelmente mais ruído de cor e de luminância", e uma
faixa dinâmica ligeiramente menor, que um modelo mais velho, a Canon EOS
40D (US$ 920).

Como uma forma de visualizar quão "densos" os sensores se tornaram, o site
de Askey fornece informações sobre a densidade de pixels e tamanho do
sensor de mais de 1.200 modelos de câmeras digitais. E embora Askey avise
que os compradores não devem tomar decisões com base em um único número,
estes dados podem ajudar a colocar suas opções em perspectiva, junto com
análises mais detalhadas da qualidade de imagem.

Se você está à procura de uma DSLR semi-profissional (uma câmera para o
consumidor doméstico mas com a qualidade e recursos de um modelo
profissional) que minimize os problemas de ruído, dê uma olhada na Canon
Rebel XSI (US$ 600), Canon 40D (US$ 920), Nikon D80 (US$ 640) e a Nikon D90
(US$ 1.000).

Estimulando seu lado profissional

Outra vantagem de um sensor grande é a habilidade de produzir imagens onde
apenas uma pequena porção da cena está em foco, um efeito popular na
fotografia profissional. Entender a fundo como isto funciona é coisa para
quem tem diploma em física, mas no geral câmeras com sensores pequenos
tendem a produzir imagens onde praticamente toda a cena parece estar em
foco. Este é o principal motivo para que, em situações normais de
fotografia, as imagens produzidas por câmeras domésticas pequenas e DSLRs
sejam tão diferentes.

A má notícia é que você provavelmente vai precisar de uma DSLR para chegar
à profundidade de campo "rasa" o suficiente para atingir o efeito desejado.
A boa notícia é que você pode conseguir este visual profissional mesmo com
as câmeras DSLR mais baratas, e elas costumam ser relativamente pequenas.

Se você insiste em uma câmera compacta, suas únicas opções são a Sigma DP-1
(US$ 700), que o colunista de tecnologia David Pogue elogiou pela qualidade
de imagem, mas criticou em todos os outros quesitos, a nova Panasonic
DMC-G1, sobre a qual Pogue teve opiniões similares, e a recém-anunciada,
mas ainda não testada, Sigma DP-2.

Se você procura por uma câmera pequena que possa produzir imagens com pouca
profundidade de campo, bons modelos incluem a Canon Rebel XS (cerca de US$
150 com lente), Nikon D40/D40X (cerca de US$ 450 com lente) e a Olympus
E-420 (US$ 460 com lente).

A habilidade ainda é importante

Embora alguns especialistas acreditem que o ritmo da inovação no mundo da
fotografia digital diminuiu, é sempre bom lembrar que na tecnologia as
regras de hoje são os anacronismos de amanhã. Mas não importa quando o
próximo avanço na fotografia digital virá, o velho provérbio que diz que o
fotógrafo é a parte mais importante de uma boa foto sempre será verdade.

Leve em conta o caso do premiado fotógrafo Alex Majoli, conhecido por fazer
fotos de guerras e outras imagens dramáticas para publicações como a
National Geographic e a Newsweek - usando câmeras digitais compactas.

Ou tenha em mente as palavras críticas de Ansel Adams: "a incrível
facilidade com a qual podemos produzir uma imagem superficial
frequentemente nos leva ao desastre criativo."

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Leves, linha de netbooks quer invadir as prateleiras no fim do ano

Superleves, eles pesam cerca de um terço de seus irmãos maiores. E os
preços, quando comparados com os de notebooks, também dão uma sensação de
leveza --a partir de US$ 300. Em tempos de crise, é isso o que os
consumidores estão procurando.

Conhecidos como netbooks, ou mininotebooks, essas máquinas estão se
tornando populares graças ao preço e à portabilidade. As empresas de
informática perceberam isso e estão investindo pesado.

A Asus e a Acer, que largaram na frente, possuem uma variedade de modelos
e, apesar da crise, podem trazer mais novidades antes do Natal.

A Toshiba acaba de lançar seu primeiro modelo no mercado internacional, a
LG tenta alcançar os líderes com lançamentos como o Mini X110. Em terras
brasileiras, a Intelbras planeja o seu para as vendas natalinas.

O que não é leve nesse mercado são os números. A Asus, por exemplo, já
vendeu 3,5 milhões de unidades do seu Eee PC em 2008, no mundo, e espera
chegar aos 5 milhões até o fim do ano, segundo o presidente da empresa,
Jerry Shen.

De acordo com a empresa de consultoria IDC, o número de computadores
vendidos cresceu 27% em relação ao ano passado. Cerca de metade desse
crescimento foi causado pela venda dos netbooks.

O vice-presidente da IDC, Bob O'Donnell, estima que, no total, 10,8 milhões
de netbooks devem ser vendidos em 2008. Ele espera que as vendas dessa
categoria de aparelho em 2009 devam chegar a 20,8 milhões, quase o dobro.

Especificações

Os netbooks são versões reduzidas dos notebooks. O peso fica em torno de 1
kg, as telas variam de sete a dez polegadas. Um lado negativo é que é mais
difícil usar o touchpad e o teclado, ainda que em alguns modelos este tenha
92% do tamanho padrão.

A dimensão reduzida da tela tende a cansar a vista com mais facilidade.
Para algumas pessoas, isso pode mesmo ser um empecilho ao uso.

Os componentes internos são bem inferiores aos de um desktop ou aos de um
notebook. Tanto que eles não costumam vir com o Windows Vista, mas com o
XP, seu antecessor, que é mais leve.

Cerca de 5,5% dos netbooks vendidos na Europa têm Linux instalado. O NB100
da Toshiba vem com Ubuntu ou XP.

Portabilidade e preço são os aspectos que mais atraem os usuários. Os
netbooks funcionam bem para acessar e-mails, usar a internet e programas
como Word e Excel. Se precisar trabalhar com edição de imagens e programas
pesados, é melhor economizar um pouco mais e partir para um desktop ou um
notebook.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Voltando a ativa

Pessoal,

Estou de volta! sem o velho chopinho mas já testando as conexões dos shoppings de Natal. Logo de entrada estou testando o bom e velho amigo Norte Shopping.

Posso dizer que melhoraram em muito colocando a Jet como novo provedor, porem em 5 testes que fiz enqunato estva afastado não logrei exito em todas, em 02 não conectou logo de cara, ou melhor conectou mas o servidor DNS (Domain Names Server) não resolvia o nome dos sites.

Bom, deixo eu explicar um pouco sobre o DNS e por fim dar uma dica para os navegantes incalços que aspiram navegar tranquilamente na Web e como eu encontrou alguns arrecifes de problemas (putz! hoje eu estou inspirado!). O DNS é um serviço fornecido por um servidor, cuja a função é transformar endereços TCP/IP em nomes, imaginem terem que se lembrar que 209.85.129.85 é o endereço dor Orkut! é dificil, não é verdade?

Vamos a dica de como resolver este problema: vá em minhas conexões e escolha a conexão sem fio, em seguida escolha as propriedades, e clique duas vezes em TCP/IP, nos campos DNS insira os endereços da figura abaixo.

Boa sorte!

Figura 1 - Minhas Conexões


Figura 2 - Propriedades da Conexão


Figura 3 - Propriedades TCP/IP

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O que fazer quando aparecem mensagens de erro incompreensíveis?


Mensagens de erro podem ser tanto uma frustração quanto uma diversão. Há quem colecione os textos bizarros que os aplicativos mostram em momentos de desespero. Mas o que fazer quando aparece um erro incompreensível e você fica completamente perdido? O jeito tradicional de conseguir ajuda é recorrer ao São Google. Postar o texto da mensagem, descobrir se alguém já passou pela mesma encrenca e ver que solução foi encontrada. Uma nova ferramenta on-line pretende mudar essa história. Chama-se What Does This Error Mean (O que significa esse erro?).

No site, você encontra um formulário simples, no qual pode digitar a mensagem de erro. Depois é só clicar em “Encontre alguma ajuda”. Detalhe importante: o aplicativo busca soluções num banco de dados nativo, não na web. Os resultados são mais limitados. De qualquer forma, se ele encontrar a salvação, exibirá o material e os dados de quem a postou, para maiores esclarecimentos.

Você ainda pode criar uma espécie de banco de dados no site para acompanhar o problema. Toda vez que alguém tocar no assunto, poderá ser notificado via e-mail ou até RSS. Mais ou menos como num fórum, com espaços para comentários e sistema de votação, para classificar as informações mais úteis.

O grande problema é que, por enquanto, a ferramenta parece ter sido dominada por desenvolvedores de aplicativos para internet. Usuários mais genéricos podem ficar frustrados.

Em todo caso, vale reaproveitar a ideia de um outro jeito. Se você não é do tipo que gosta de participar de fóruns, vá até o Google Alerts e cadastre-se para receber notificações sobre a sua mensagem de erro “favorita”.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/magaiver

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Padrão USB de conexão chega à versão 3.0 e promete mais rapidez

Para conectar ao computador tocadores portáteis, câmeras digitais,
impressoras, mouses e teclados, é quase inevitável topar com estas três
letrinhas: USB (barramento serial universal, em inglês).

O popular padrão de conexão, que substitui as antigas portas paralela e
serial, abarca periféricos que vão desde os pitorescos minilançadores de
mísseis, passando por outros cacarecos, como aquários, até os úteis hubs,
aparelhos que permitem aumentar o número de portas disponíveis no
computador.

Existem hoje no mundo mais de 2 bilhões de dispositivos USB, segundo o USB
Implementers Forum (www.usb.org), presidido pela Intel. O consórcio
desenvolveu a especificação e tem entre seus membros empresas como
Hewlett-Packard, Microsoft, Apple, NEC e NXP.

A versão atual é a 2.0, lançada em 2000. E o futuro do USB promete alta
velocidade. Até o final de 2009 devem estar à venda os primeiros
dispositivos USB 3.0, cuja taxa de transferência deve atingir 4,8 Gbps
--equivalente a dez vezes à do padrão atual (480 Mbps).

Veja a trajetória do USB, desde a sua concepção até a próxima versão, a
3.0:

1994 - Surge a primeira versão de pré-lançamento, a 0.7

1996 - Sai a versão 1.0, com velocidade máxima de 12 Mbps

1998 - É lançada a versão 1.1, que corrige problemas da 1.0. Windows 98 é o
primeiro sistema operacional a suportar o padrão nativamente

2000 - É lançada a versão 2.0, com limite de velocidade de 480 Mbps

2007 - Intel demonstra o USB 3.0, com velocidade máxima de 4,8 Gbps

2009 - Primeiros produtos USB 3.0 devem chegar no fim de 2009

Windows 7 será mais simples e mais rápido

A Microsoft está apostando que a próxima versão do sistema operacional
Windows será mais rápida e fácil de usar e evitará os tropeços que marcaram
a chegada do Windows Vista e foram considerados responsáveis por afastar
muitos usuários do software que equipa 90% dos computadores pessoais do
planeta.

O Windows 7, apresentado nesta terça-feira, deve ser lançado em versão de
teste no começo do ano que vem, com recursos que incluem tecnologia de tela
sensível a toque e capacidade de personalização do sistema com mais
facilidade.

O Windows Vista recebeu críticas tão pesadas contra sua baixa
compatibilidade com aparelhos mais antigos e lenta velocidade de
inicialização que terminou por se tornar alvo de uma campanha de marketing
muito efetiva veiculada pela rival Apple.

Além disso, a utilidade do sistema operacional tradicional Windows para
computadores pessoais, o produto mais lucrativo da maior produtora mundial
de software, vem sendo contestada, à medida que mais e mais aplicativos
passam a estar disponíveis na Internet, o que destaca o papel central dos
navegadores de Internet em um mundo no qual a web ocupa posição central.

A Microsoft decidiu medir sucesso com base na experiência positiva dos
usuários, em lugar de superioridade técnica ¿ um fator que usuários comuns
muitas vezes desconsideram.

Julie Larson-Green, vice-presidente da Microsoft encarregada de
supervisionar o desenvolvimento do Windows 7, afirmou que "ter a melhor
solução técnica é ótimo. Mas, como no caso do vídeo Beta e do VHS, a melhor
solução técnica nem sempre importa", disse ela, se referindo à batalha pela
dominância do mercado de vídeo travada pelos formatos Beta e VHS nos anos
de 1970 e 80.

A Microsoft planeja introduzir mais recursos que facilitem o uso do sistema
operacional, como uma nova barra de tarefas que oferece uma visão prévia de
todas as janelas abertas de um programa quando o usuário passa com o cursor
por sobre seu ícone.

Outro novo recurso são as "Jump Lists", que oferecem listas atualizadas de
documentos que o usuário usou recentemente ou sites de web que costuma
visitar sem que ele precise abrir antes o Word ou um navegador de Internet.

"As pessoas não estão usando o Windows para usar o Windows. As pessoas
estão usando o Windows para terem acesso ao que querem utilizar. Ajudá-las
a fazer o que querem é o objetivo do sistema operacional", disse Julie.

A nova filosofia é um aceno ao sucesso da Apple, que viu sua participação
de mercado nos Estados Unidos desde 2005 por causa, em parte, de uma
campanha publicitária que retratou o Vista como desajeitado e mais difícil
de usar.

O Windows 7 tem como meta manter as exigências de hardware do Vista para
que as empresas não precisem comprar novos equipamentos apenas para que o
sistema operacional da Microsoft seja utilizado.

Reuters

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Hybrid revoluciona o design da DELL computadores


A empresa DELL, umas das lideres mundial em venda de computadores, lança modelo de computador desktop ultraportátil inovador. O Studio Hybrid é o computador mais elegante já inventado e produzido pela empresa, a qual era muito criticada por produzir equipamentos desprovidos de um design mais suave.

Com o Studio Hybrid a DELL vem pra brigar de igual com outras marcas do segmento, com o titulo “O Studio Hybrid cabe perfeitamente no seu mundo” pretende aumentar sua atuação no mercado.

Não se engane com o tamanho do Hybrid suas configurações não são nada modestas. O equipamento conta com:

Processadores da família Intel Corel 2 Duo;
Sistema Operacional Windows Vista (Todas as variações);
Memória de 4 Gb DDR2 Dual Channel
Disco Rígido de 320Gb Sata;
Unidades de CD/DVD ou Blu-Ray Disc Combo;
Placa de Vídeo da Intel X3100 integrado;
Áudio com a Intel High Definition ou Sound Blaster;
Rede 10/100Mbs e Placa Wireless(opcional);
Cinco portas compatíveis com USB 2.0;
Porta IEEE1394a (4 pinos);
Conector de vídeo HDMI;
Conector de vídeo DVI;
Conector de rede integrado 10/100/1000 LAN (RJ45);
Conector de adaptador CA;
Áudio digital: S/P DIF Out;
Áudio analógico: fones de ouvido (dianteira), entrada e saída de linha (traseira;
Versão do gabinete disponível em 6 cores.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Brasil tem a quinta pior banda larga do mundo

Estudo da Cisco Systems chamado "Broadband Quality Score" (BQS, em
tradução livre, pontuação para a qualidade em banda larga) aponta que o
Brasil tem a quinta pior banda larga do mundo, atrás apenas de Chipre,
México, China e Índia.

O cálculo avalia a qualidade e o índice de penetração da tecnologia. Para
se ter uma idéia, existem 8,675 milhões de conexões banda larga no país e
45% deste total tem velocidade entre 256 kbps (kilobits por segundo)e 512
kbps, segundo dados do IDC do primeiro trimestre deste ano. Conexões entre
512 kbps e 1 Mbps totalizavam 21%, e velocidades maiores que 1 Mbps
(megabits por segundo) apenas 7%.

A comScore confirma a falta de qualidade da banda larga brasileira:
pesquisa indica que os brasileiros tendem a visitar sites multimídia com a
mesma freqüência que os internautas do resto do mundo, mas que o acesso é
menor do que a média mundial devido a impedimentos tecnológicos.

Uma das medidas do governo brasileiro para "bandalargar" o Brasil foi a
revisão do Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço
Telefônico Fixo Comutado, que obriga as concessionárias de telefonia fixa a
levar a rede de banda larga até a sede de todos os municípios brasileiros
até dezembro de 2010.

Com isso, ficou estabelecido que 40% dos municípios deverão ser atendidos
até dezembro de 2008, 80%, até dezembro de 2009 e 100%, até dezembro de
2010.

A velocidade da banda larga para municípios com até 20 mil habitantes
deverá ser de, no mínimo, 8 Mbps; entre 20 mil e 40 mil, no mínimo, 16
Mbps; entre 40 mil e 60 mil, no mínimo, 32 Mbps; e acima de 60 mil, no
mínimo, 64 Mbps.

Segundo a avaliação do BQS, os serviços mais usados atualmente, como vídeos
streaming e redes sociais, pressupõem que se tenha uma conexão banda larga
que ofereça velocidade de 3,75 Mbps de download e 1 Mbps de upload.

No entanto, para que haja qualidade na experiência do futuro na Internet,
considerando os serviços que estarão disponíveis e serão demandados daqui
um ano, será necessária velocidade de download de 11,25 Mbps e 5 Mbps de
upload.

O estudo mostra que, do final de 2009 para 2015, a demanda será por vídeos
streaming de alta definição (como os que já são oferecidos no Joost),
compartilhamento de arquivos grandes, IPTV de alta definição e
videoconferência deve sair do ambiente empresarial para se tornar mais um
serviço ao consumidor na Internet, como os mensageiros instantâneos.

A conclusão do BQS é que o único país que está pronto para o futuro é o
Japão.

Os critérios de avaliação do BQS incluíram velocidades de download
(recebimento de dados), upload (envio de dados) e a latência (tempo que um
pacote de dados leva da fonte ao seu destino).

Mais informações sobre o estudo podem ser encontrados no site da Oxford
University.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Redes sociais: 12 dicas para garantir sua segurança digital

Quem não participa de alguma rede social hoje em dia? Confira dicas para
que sua navegação e interação fique ainda mais segura.

Orkut, MySpace, Facebook LinkedIn, Twitter, Ning. O número de sites e
ferramentas de relacionamento social está crescendo vertiginosamente. As
redes sociais são a killer application da internet para qualquer pessoa,
não só adolescentes antenados.

Estes sites ultrapassaram os muros do firewall corporativo, fazem parte do
nosso arsenal de aplicações mais importantes para smartphone, são uma
ferramenta vital para busca séria de emprego e representam a nova maneira
de interagir com amigos atuais e novos.

Mas o uso de ferramentas e sites de relacionamento social parece conflitar
diretamente com outro princípio fundamental do uso da internet: proteger a
identidade do usuário contra roubo.

A participação em redes sociais deixa um rastro de informações pessoais que
pode facilitar bastante o roubo de identidade. O que deve fazer um usuário
de internet nos dias de hoje? Cada um de nós deve se responsabilizar por
sua própria proteção. Confira 12 dicas para ajudar você a praticar garantir
sua segurança digital.

Dica 1
Cuidado com o excesso de informações pessoais: as cinco coisas que você
nunca deve compartilhar

Social networking significa abrir e compartilhar informações online com
outras pessoas, mas existem informações que você nunca deve compartilhar
online. Ao protegê-las, você pode impedir desde o roubo de identidade até a
sua segurança física. Nunca forneça data de nascimento, endereço
residencial, número de telefone (telefone comercial pode ser uma exceção) e
Estado onde nasceu

Dica 2
Personalize as opções de privacidade

Cada vez mais, os sites de relacionamento social estão dotando os usuários
com maior controle sobre suas configurações de privacidade. Não presuma que
você é obrigado a aceitar qualquer configuração que o site lhe dê. Nas
seções sobre privacidade, descubra as opções para limitar quem pode ver
diversos aspectos de suas informações pessoais

Dica 3
Limite detalhes do seu histórico de trabalho no LinkedIn

Você colocaria seu currículo completo online para todo mundo ver?
Provavelmente não. Seria muito fácil os ladrões de identidade utilizarem as
informações para preencher um pedido de empréstimo, adivinhar uma pergunta
de segurança de senha (como crackers fizeram com a conta de Sarah Palin) ou
através de engenharia social, invadir a rede corporativa. Limite os
detalhes do seu histórico de trabalho no LinkedIn e em outros sites do
gênero. Você também pode expandir detalhes enquanto procura emprego e
recolhê-los depois de ser contratado

Dica 4
Não confie, verifique

Dois pesquisadores de segurança demonstraram na conferência Defcon/Black
Hat 2008 como é fácil criar um site Facebook ou LinkedIn, com links para
sites maliciosos, utilizando uma identidade falsa ou clonada. Ou seja,
antes de fornecer informações demais ou clicar em links, você precisa
confirmar se uma página que supostamente é de um amigo pertence de fato a
ele

Dica 5
Controle os comentários

Os blogs estão começando a usar sistemas de comentários autenticados como o
IntenseDebate (adquirido pela Automattic, fabricante do software de
blogging WordPress). Entre em contato com o administrador do site
imediatamente se descobrir que alguém está clonando você em um site de
relacionamento social ou em comentários de blogs. Os sites mais
respeitáveis removem o conteúdo clonado.

Dica 6
Evite compartilhar detalhes pessoais acidentalmente

Você não colocaria um aviso deste tipo na porta de casa: "Ausente no fim de
semana... Retorno na segunda-feira". Ferramentas de microblogging como o
Twitter e o recurso "o que você está fazendo agora?" no Facebook, LinkedIn
e outros sites de relacionamento social facilitam o vazamento de dados que
você não forneceria normalmente (nem a amigos, nem a estranhos). Cuidado
com as informações que você divulga, pois outras pessoas podem utilizá-las
com propósitos nefastos

Dica 7
Pesquise a si mesmo

É uma boa idéia pesquisar seu nome no Google e checar seu perfil do modo
que outras pessoas o vêem em sites de social networking. Entenda onde você
está aparecendo e quais informações estão disponíveis sobre você. Depois
retifique adequadamente seu perfil, suas configurações e seus hábitos. Não
se preocupe, não é demonstração de vaidade pesquisar seu nome uma vez por
mês.

Dica 8
Não viole as políticas de social networking da sua empresa

À medida que sites de blog e relacionamento social chegam ao local de
trabalho, entra em ação a política que define limites para funcionários,
fornecedores e a empresa como um todo. Incidentes de vazamento de dados
(perda de informações corporativas, confidenciais ou de clientes),
declarações públicas impróprias sobre ou para a empresa, utilização de
recursos corporativos para fins pessoais e assédio ou comportamento
inadequado por parte de um funcionário, tudo isso pode ser motivo de
repreensão ou demissão. Verifique a política de uso aceitável da sua
empresa

Dica 9
Saiba como os sites podem usar sua informação

O crescimento de sites de rede social significa que os sites querem usar
seus dados para divulgar e vender produtos para você. Suas informações são
partilhadas com outras empresas e parceiros? Quais informações do seu
perfil ou do conteúdo da sua página podem ser utilizadas por plug-ins como
Facebook Applications? Veja a política de privacidade do site, revele
detalhes apropriados sobre si mesmo e ative cada configuração de
privacidade que você puder controlar

Dica 10
Esqueça o concurso de popularidade

Ponha um número em alguma coisa e de repente você tem concorrência. Um
indivíduo com mais "amigos" não é, necessariamente, um vencedor em social
networking, a menos, é claro, que seja candidato a presidente ou trabalhe
em algum tipo de mídia. Mais amigos significa que mais pessoas, incluindo
estranhos, agora têm acesso a mais informações sobre você. Se você
classifica como amigos somente os indivíduos que realmente se tornam seus
amigos, então suas informações pessoais não correm risco de uso inadequado

Dica 11
Crie uma rede social menor

As redes sociais não se limitam a Orkut, MySpace, Facebook e Twitter. Com
freqüência, comunidades formadas por conta própria se desenvolvem melhor em
torno de assuntos muito específicos, não se perdendo nos sites maiores.
Você ficará mais bem servido se criar uma rede menor, mais focada, usando
ferramentas como o Ning ou o Meet Up para organizar um encontro.
Dica 12
Configure uma conta OpenID

O padrão de código aberto OpenID permite criar uma conta com assinatura
única (single sign-on) que pode ser usada para acessar vários serviços e
aplicativos online. Em se tratando de um framework, as contas OpenID são
disponibilizadas por múltiplos fornecedores. Empresas como AOL, Microsoft,
Sun e Novell estão começando a aceitar e fornecer OpenIDs. Segundo
estimativas, existem mais de 160 milhões de URIs habilitadas para OpenID
com quase 10 mil sites suportando logins OpenID

Por NetworkWorld/EUA
Publicada em 16 de outubro de 2008 às 07h00
Atualizada em 16 de outubro de 2008 às 16h44
Mitchell Ashley, editor da NetworkWorld, de Framingham

domingo, 19 de outubro de 2008

Domando o Windows Vista

Seis truques fáceis que podem tornar a convivência com o sistema operacional da Microsoft mais agradável, e impedir que você jogue o micro pela janela

Stephen Williams / NY Times
Acordo Ortográfico

Após quase dois anos, estou realmente de saco cheio de ler sobre os problemas que outras pessoas tem com o Windows Vista. Tenho meus próprios problemas, como adolescentes vivendo em minha casa e comendo minha comida, uma esposa que está treinando para ser cirurgiã dentista e frequentemente trabalha em turnos de 36 horas e uma van que bebe demais. Ah, claro, não posso me esquecer do Vista.

Os usuários vem tendo problemas com o Vista desde seu lançamento em janeiro de 2007, embora os últimos números indiquem que a maioria dos relutantes abraçou, se não adotou de vez, o novo sistema. Apesar das campanhas sarcásticas da Apple promovendo seus Macs, mais de 140 milhões de cópias do Windows Vista já foram vendidas. O Windows continua dando muito dinheiro para a Microsoft, e é responsável por mais de um quarto do total de US$ 60.4 bilhões de renda anual da empresa.

Domar o Vista em meu laptop foi, no final das contas, uma questão de manter a paciência, para não falar na sanidade. Se bem que é verdade que, alguns dias atrás, quase joguei a máquina pela janela e tive de me segurar para não correr de braços abertos para o Mac Pro no porão.

A verdade é que o Vista não precisa ser tão ruim quanto os anúncios da Apple dizem que é. Aqui estão algumas formas de tornar sua experiência com o sistema da Microsoft mais tragável, e talvez até mais agradável.

Diga “tchau” para o UAC

Entre os recursos que os usuários consideraram os mais irritantes já logo no começo da vida do Windows Vista estava o User Account Control, ou UAC. A idéia era salvar os internautas novatos de spyware e vírus que pudessem se alojar no disco rígido. Isto, claro, é uma boa ideia, já que máquinas com Windows atraem vírus assim como maçãs-do-amor atraem abelhas.

Com o UAC, uma janela de alerta aparece toda vez que um programa está prestes a ser instalado. “O Windows precisa de sua permissão para continuar”. As únicas opções são clicar nos botões “Continuar” ou “Cancelar”.

Antigamente, se você tentasse desabilitar o UAC no painel de controle do Vista, ele seria reativado na próxima vez que o PC fosse reiniciado. Um observador comentou que isto era a forma da Microsoft “nunca te perdoar por sua estupidez” ao desligar o UAC.

“Metade das perguntas que eu recebia era algo como “como me livro do UAC?””, disse Karl L. Gechlik, um administrador de sistemas em Manhattan, nos EUA, que por hobby responde a perguntas dos internautas em seu site www.asktheadmin.com.

Felizmente a Microsoft agora permite que você desative o UAC permanentemente se tiver uma versão mais recente do sistema operacional, ou se tiver baixado e instalado o Service Pack 1 do Windows Vista. Se você ainda não o fez, baixe a atualização via Windows Update (o serviço de atualizações automáticas do Windows), já que ela corrige vários bugs do Windows Vista.

Adicione memória

O Vista adora memória. A Microsoft diz que um computador precisa de 512 MB de RAM, ou mais, para rodar o sistema. Mas no mundo real, onde pessoas usam mais de um programa ao mesmo tempo, 1 GB de RAM é um mínimo mais realista. 2 GB é melhor.

Gechlik diz que todas as suas máquinas receberam um upgrade para 3 GB de RAM. “No Vista, você precisa do dobro da quantidade de RAM que tinha com o XP. Você precisa de muita memória para conseguir fazer o que quer”.

Adicionar RAM não é complicado nem absurdamente caro mas, dependendo do computador, é melhor deixar a instalação para um técnico especializado. Se você é adepto do “faça você mesmo”, pode fazer uma busca por “instalando mais memória” no Google. Há vários tutoriais e vídeos sobre o assunto disponíveis na rede.

Dê um “empurrãozinho”

Com um dispositivo de memória flash - um pendrive, cartão CompactFlash ou SD – de pelo menos 256 MB, você pode fazer seu PC acessar os dados mais rapidamente. Plugado a uma porta USB, o dispositivo serve como um “cache” de memória, ou seja, memória que ele pode acessar muito mais rapidamente do que os dados que estão no disco rígido. Quanto mais espaço disponível no pendrive ou cartão, melhor, até um limite de 4 GB.

Esta técnica de “aceleração” via pendrive se chama “ReadyBoost”, e usá-la é muito fácil. Assim que o cartão ou pendrive é inserido no computador, o Vista pergunta se você quer usá-lo para aumentar o desempenho. Você pode alocar apenas uma porção do espaço livre para o ReadyBoost (por exemplo, 1 GB dos 4 GB em um pendrive) e usar o restante para guardar seus arquivos normalmente.

A ideia parece meio estranha, mas funciona. E melhor, você não precisa abrir o gabinete e mexer nas entranhas da máquina. E como o preço da memória flash despencou drasticamente – pendrives de 2 GB de boa marca podem ser encontrados por R$ 50 -, não há motivo para não experimentar. Aposto que o “Mac” dos comerciais gostaria de ter algo parecido.

Use só o que você precisa

Você pensa que só o Firefox está rodando, mas o Vista traz junto consigo todo um conjunto de programas sempre que o micro é ligado. Não há motivo para deixar a maioria deles rodando e consumindo a memória da máquina.

Então volte ao painel de controle, clique em “Remover um programa” e no painel “Tarefas” no lado esquerdo escolha a opção “Ativar ou desativar recursos do Windows”. Você deve ver uma lista com os nomes de vários programas. Honestamente, a maioria tem nomes incompreensíveis. O que diabos é o “Windows DFS Replication Service”?. Para descobrir, pare a setinha do mouse sobre o nome do programa e uma janelinha surge dizendo o que ele faz. Se você tiver certeza de que ele é desnecessário, basta “desmarcar” a caixinha em frente ao nome. Isto não remove o programa de seu computador, apenas impede que eles seja executado.

Emagreça ainda mais

Se você quiser levar os ajustes do sistema realmente a sério, pode fazer ainda mais para limitar os programas que rodam em segundo plano – E há uma quantidade surpreendente de atividade em seu PC, mesmo quando você pensa que está jogando apenas uma partida de paciência.

O processo é um pouquinho mais complexo. A parte fácil: clique no menu iniciar, digite services.msc e tecle enter. Uma janela surge com uma lista dos “serviços” que estão em execução. E é uma lista longa. Fique de olho nos itens que estão marcados como “Automático”: eles rodam quer você queira ou não. Mas quais deles são realmente necessários? O site TweakHound.com é uma fonte valiosíssima de informações para responder a esta pergunta.

Para mudar um serviço de “Automático” para “Manual”, clique com o botão direito do mouse no nome do serviço, clique em Propriedades, no botão Parar e mude a opção “Tipo de Inicialização” para Manual.

Deixe o Vista mais feio

Uma das virtudes do Vista é que ele deixa seu PC mais bonito. Mas ele usa um monte de memória para mostrar aquelas “gadgets” no canto da tela e tornar os ícones transparentes. Portanto, volte ao painel de controle e clique em Personalização. Elimine o efeito de transparência, desmarcando a opção “Habilitar Transparência”. Clique na Aba “Desempenho e Ferramentas do Sistema”, clique em “Ajustar efeitos visuais” e escolha a opção “Ajustar para o melhor desempenho”.

O sistema também vai rodar um pouco mais rápido se você retornar ao visual “clássico” do Windows em vez do modernoso “Aero” do Vista. A forma mais fácil de fazer isto é clicando com o botão direito do mouse em um espaço livre da área de trabalho, escolher a opção Personalizar e o item “Cor das janelas e aparência”. Clique em “Abrir propriedades da aparência clássica”, escolha um tema na lista “Esquema de cores” e clique em OK.

Há ainda mais formas de fazer o Vista rodar mais rápido, algumas um pouco mais complexas. A própria Microsoft tem em seu site um guia gratuito com 14 páginas que mostra vários outros truques.

Estas dicas devem ajudar até a próxima versão do Windows (oficialmente batizada de “Windows 7”) chegar ao mercado. A partir daí, voltamos à estaca zero.

30 milhões de usuários são vitimas de falsos antivírus

O PandaLabs, uma firma de segurança, informou que mais de 30 milhões de navegantes na rede mundial de computadores sofreram com os falsos programas antivírus, que na verdade não passam de cavalos de tróia para roubar os dados do usuário.

Foi divulgado ainda que já passam de 7000 as variantes desse tipo de adware, e que está acontecendo um rápido crescimento desse tipo de ataque, que é muito disseminado através de arquivos duvidosos em redes "peer-to-peer" (P2P), anexos de e-mail recebido de remetentes desconhecidos e páginas web maliciosas.

Segundo uma estimativa levantada pelo PandaLabs, cerca de 3 por cento dos usuários forneceram seus dados pessoais quando solicitados por esse tipo de software mal intencionado. Alguns desses programas são vendidos, por valores que rodam os 75 dólares, o que colocaria no bolso dos criadores um valor equivalente a 15 milhões de dólares, valor que pode ser bem maior se consideramos a utilização dos dados de cartões de crédito das vítimas.

Fonte: Ciberia

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Já imaginou ter o seu próprio "Orkut"?

Com a atual moda de redes sociais, além de ter um perfil em serviços como
Orkut, MySpace e Limão, já é possível montar o seu próprio site de
relacionamentos, onde você controla quem terá um perfil, recursos
disponíveis, assuntos debatidos..
Agência Estado

por Rodrigo Martins

Parece uma idéia estapafúrdia? Pois já há quem descobriu que é uma forma de
evitar ruídos de comunicação e até uma evolução da tradicional lista de
discussão.

O "culpado" desse movimento é o serviço norte-americano Ning
(www.ning.com). Criado em 2007, ele permite a qualquer um montar o "seu
próprio Orkut" de forma rápida, fácil e gratuita. Hoje, já são 500 mil
redes sociais, que tratam de temas tão díspares como arqueologia e a série
Lost.

Para a pesquisadora em redes sociais da PUC de Pelotas Raquel Recuero, o
Ning permite resgatar as discussões que ocorriam no Orkut em seus
primórdios. "O Orkut 'inflou' muito. As comunidades perderam o sentido. Só
servem para dizer que se 'ama ou odeia' algo. As pessoas não discutem mais.
Em uma rede social mais focada, sem ruídos ou spam, as pessoas podem
sentir-se mais à vontade para debater."

"O nicho também é um componente importante", diz a especialista em mídias
sociais Ana Maria Brambilla. "As pessoas usam as ferramentas do site para
interagir sobre temas mais focados. Se for sobre futebol, publicam fotos e
vídeos sobre o assunto em seus perfis, o que não ocorre no Orkut."

A idéia do Ning hoje não é fazer as pessoas abandonarem as grandes redes
sociais. Embora permita criar um site em que os usuários podem montar
perfis e até adicionar aplicativos, o intuito é ser uma segunda rede para
assuntos específicos. E esses temas podem ser tanto relativos a um grupo
que já se relaciona no mundo offline como os de interesse de um maior
número de pessoas, atraindo internautas.

No primeiro caso, o servidor público João Alberto Tomacheski, de 38 anos,
criou uma rede social só para os moradores de seu condomínio, que está em
construção. "Discutimos o andamento das obras, o valor do condomínio, etc.
É uma ótima preparação para a reunião de condomínio", diz. "Uma comunidade
no Orkut não traria a mesma privacidade."

Já o webdesigner Oswaldo Salzano, de 30 anos, por outro lado, queria reunir
internautas com a mesma paixão: o Corinthians. Com domínio próprio - e
criado no Ning -, o www.loucoporticorinthians.com tem 50 mil usuários.
"Embora haja comunidades no Orkut sobre o Corinthians com mais membros, em
uma rede específica, as pessoas participam mais." No site, há 60 mil fotos
e 2 mil vídeos. Tudo sobre o "Timão".

Para o executivo Rene de Paula, de 43 anos, o Ning "é uma evolução das
listas de discussão". Ele transformou a sua lista Radinho de Pilha, que
existe desde 2001, em uma rede social. "O nível das discussões melhorou,
pois as pessoas, ao criar perfis, precisam se identificar. E ganhamos em
multimídia, já que é possível postar fotos e vídeos." E aí, já pensou em um
tema para criar a sua rede social?

Na criação, é importante focar tema específico

Criar uma rede social no Ning não é tarefa complicada. O serviço já está em
português e guia o usuário passo a passo em todo o processo. Isso é bom
porque deixa você livre para fazer o mais importante, que é "povoar" e
moderar a rede.

O primeiro passo - e o mais importante - na criação é escolher o assunto da
sua rede social. Se for para membros da sua sala de aula ou de seu
condomínio, não tem erro. Como será um espaço de convivência de uma
comunidade do mundo "real", já há um público alvo bem definido e as
discussões devem girar em torno de questões que esse público já trata.

Agora, se você quer uma rede para reunir interessados em música, por
exemplo, é importante delimitar o tema ao máximo. Não adianta querer
discutir música como um todo. O melhor é focar em uma banda ou em um estilo
específico. "Quanto mais focado, melhor. E o assunto tem de permitir
discussões. Não pode ser para 'pessoas que têm sono após o almoço'. Não
gera discussão", diz a especialista em mídias sociais Ana Maria Brambilla.

Por mais que seja um nicho, o tema também tem de interessar a mais pessoas
do que você e seu amigo. "Tem de fazer sentido para um número considerável
de pessoas. Uma rede social sem ninguém não é rede social", opina a
pesquisadora em redes sociais da PUC de Pelotas Raquel Recuero.

Uma vez que você tenha delimitado o tema, é hora de partir para a criação.
O Ning pedirá que você escolha um nome para o site. Seja criativo e crie um
nome atraente, de fácil memorização. Seu endereço será algo como
nomedarede.ning.com.

O próximo passo é escolher os recursos a que os usuários de sua rede social
terão direito. Há opções para música, foto, vídeo, RSS, grupos de
discussão, fórum, chat e até aplicativos. Para escolher, basta arrastar e
soltar os recursos, colocando-os na posição em que desejar na página. O
ideal é escolher aqueles que tenham mais a ver com o assunto escolhido.

Feito isso, é hora de cuidar do visual de sua rede social. O Ning já traz
59 opções de temas predefinidos, que configuram o papel de parede e a fonte
automaticamente. Para quem deseja criar uma rede que não precise de grande
publicidade, como a do seu condomínio, utilizar essas opções já está bom.

Agora, se você deseja ter uma rede social para angariar internautas
interessados em um tema específico, daí é interessante pensar em
personalizar o layout. O Ning permite escolher a cor e o tipo de fonte e
definir uma imagem como papel de parede ou cabeçalho. Para tanto, a imagem
do cabeçalho deve ter o tamanho de 1.500 x 149 pixels. Já para o papel de
parede, deve ter a largura de 1.500 pixels.

Segundo o analista de sistemas Julio Donati, de 26 anos, do
escaladabrasil.ning.com, quando se quer conquistar os internautas, um
layout bacana faz diferença. "Assim, cria-se uma identidade visual para o
site. Ele fica com uma cara menos genérica e atrai mais as pessoas."
De qualquer forma, nas configurações de criação da rede social, é possível
permitir que os usuários configurem o próprio perfil, mais ou menos como é
feito no MySpace. Eles poderão escolher um dos 59 modelos predefinidos ou
partir para a personalização, definindo cor e tipo de fonte e uma imagem
para o papel de parede.

Privacidade e moderação devem ser preocupações

Como em qualquer rede social - principalmente depois dos problemas que o
Orkut teve com crimes e privacidade - é preciso garantir a segurança dos
dados do usuário. Também é recomendável gastar tempo na moderação para
evitar material inadequado ou discussões que fujam do tema proposto.

No primeiro caso, o Ning traz as seguintes opções para o criador da rede:
permitir que qualquer um - mesmo que não seja membro - visualize todas as
páginas, incluindo perfis e fotos; permitir que não membros vejam só a
primeira página; e permitir que só membros acessem qualquer página.

Além disso, é possível determinar que novos membros se cadastrem só por
convite; que seja preciso a sua aprovação para o cadastro; ou que o
cadastro seja livre.

Para redes com público muito seleto, não há porque deixar aberto. "Já
convidei muitos dos moradores. Quem estiver faltando, é só me pedir que eu
envio o convite", diz João Alberto Tomacheski, de 38 anos, que criou uma
rede social para o seu condomínio. No site, as páginas são só para membros.

Já em redes em que se deseja uma seleção menos rígida, deixar só a primeira
página aberta e aprovar cada cadastro pode ser o ideal. O arqueólogo Diogo
Costa, de 32 anos, na rede Arqueologia Digital
(arqueologiadigital.ning.com), queria só especialistas na área, não
iniciantes. Ele montou um questionário na ficha cadastral para novos
membros - o que é possível no Ning - para a seleção. "É para manter o nível
da discussão", diz. "E só deixo a primeira página aberta para as pessoas
terem curiosidade e se cadastrarem."

Já em sites em que se deseja o maior número possível de pessoas, deixar
aberto - sem convite e com todas as páginas acessíveis a qualquer um - pode
ser uma alternativa. Mas é importante que se avise os membros disso. Eles
até poderão, por conta própria, selecionar que suas fotos e vídeos sejam
vistos só por amigos. Mas, para dados pessoais, não há essa opção.

Não adianta só criar a rede, é preciso garantir que as discussões não se
esvaziem e que não haja conteúdo inadequado. Você não precisa fazer isso
sozinho. É possível "promover" membros de confiança, dando-lhes poderes
para apagar conteúdo e até expulsar membros quando necessário.

"Posto vídeos e notícias para trazer discussões", diz o criador da rede
Louco Por Ti Corinthians, Oswaldo Salzano, de 30 anos. "E seis pessoas me
ajudam a retirar conteúdos inadequados, como pornografia e tópicos que
fogem do tema do site."

Expectativa de crescimento

Lançado em fevereiro de 2007, o Ning chama a atenção pela sua velocidade de
crescimento. A cada 30 segundos, uma nova rede social é criada. No final do
ano passado, eram 150 mil sites hospedados no serviço. Hoje, são 500 mil. E
a perspectiva é chegar a 4 milhões até 2010.

Quem está por trás do fenômeno é um pioneiro da internet e uma investidora
do mercado de ações. Marc Andreesen, criador do navegador Netscape - que
sucumbiu ao poderio da Microsoft nos anos 90 -, e a executiva Gina
Bianchini tiveram a idéia de criar o site em 2004. Os dois, que já foram
namorados, já haviam trabalhado juntos em uma empresa de softwares para
marketing, que foi vendida em 2003.

A idéia por trás do Ning, que demorou três anos para ser desenvolvido, é
aproveitar o aspecto viral da rede para aumentar o número de usuários e,
assim, lucrar com anúncios. Pelas contas dos responsáveis pela rede, em um
mês, cada um que monta uma rede social traz 128 usuários novos para o
serviço para montarem seus perfis. Isso faz com que, a cada 137 dias, o
site dobre de tamanho em número de usuários.

Mas a idéia do Ning é bater de frente com gigantes como Orkut e MySpace?
Não por enquanto. "Os grandes sites já prontos irão se tornar obsoletos",
disse Gina recentemente no MIT, nos EUA. "Isso não ocorrerá hoje, mas as
pessoas no futuro irão preferir ter mais liberdade em um ambiente onde
podem criar."

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Internet 10 mil vezes mais rápida

Em breve, a Internet pode tornar-se obsoleta. Cientistas já construíram um
substituto capaz de fazer o download de um filme inteiro em segundos. A
velocidade será cerca de 10 mil vezes maior do que uma conexão de banda
larga típica, o "grid" (grade, em inglês), será capaz de enviar todo o
catálogo dos Rolling Stones da Inglaterra para o Japão em menos de dois
segundos.

Criada pelo Cern, a rede também poderia fornecer o tipo de energia
necessária para transmitir imagens holográficas; permitir jogos online com
centenas de milhares de jogadores e oferecer telefonia com vídeo de alta
definição pelo preço de uma chamada local.

David Britton, professor de física na Universidade de Glasgow e um líder do
projeto, considera que as tecnologias do grid poderiam "revolucionar" a
sociedade. "Com este tipo de poder de computação, as gerações futuras terão
a capacidade de se comunicar e colaborar de formas que pessoas idosas como
eu não podem sequer imaginar".

O poder da rede aparecerá após o verão Europeu, que os cientistas do Cern
vêm chamando do "dia do botão vermelho" ? quando será ligado o Large Hadron
Collider (LHC), o novo acelerador de partículas construído para sondar a
origem do universo. O "grid" será ativado ao mesmo tempo, para capturar os
dados que serão gerados.

O "grid" foi construído com cabos de fibra ótica dedicados e modernos
centros de roteamento. Os 55 mil servidores já instalados devem aumentar
para 200 mil dentro dos próximos dois anos.

Fonte: Baboo

HP Touchsmart PC chega ao Brasil

Dentre os vários produtos anunciados pela HP nesta terça-feira em um evento em São Paulo, entre eles 15 novos modelos de notebooks nas linhas Pavilion e Presario, o principal destaque ficou para um PC desktop. Mas esqueça os PCs tradicionais, com aquele “caixote” bege ou preto ao lado do monitor. Com um design “tudo em um”, como no iMac da Apple, o HP Touchsmart PC IQ510la é diferente de qualquer PC que você já viu.

Projetada para ser um verdadeiro “media center” e ocupar lugar de destaque na casa, a máquina tem configuração baseada em um processador Intel Core 2 Duo de 2.6 Ghz, acompanhado por nada menos que 4 GB de RAM e disco rígido de 500 GB. A unidade ótica é um drive SuperMulti DVD±RW, e a placa de vídeo é uma NVIDIA GeForce 9300M GS HD com 256MB de memória dedicada. Além disso, a máquina também traz sintonizador de TV, interface de rede sem fio (Wi-Fi) 802.11 b/g e Bluetooth e webcam de 2 megapixels. O sistema operacional é o Windows Vista Home Premium, em versão 64-bits.

Mas o grande destaque é o monitor, uma tela LCD de alta-definição com 22 polegadas, sensível ao toque. Aliás, sensível a múltiplos toques, como uma versão gigante da tela do iPhone, ou uma versão menor da “mesa inteligente” Surface, da Microsoft. Para tirar proveito deste recurso, a HP desenvolveu uma interface especial, que permite ao usuário editar e organizar fotos, tocar músicas, atualizar a agenda, deixar bilhetes para os outros usuários da casa ou abrir programas usando apenas toques e gestos na tela.

Para acessá-la basta tocar, a qualquer momento, o botão com o ícone da “casinha” (Home) no canto inferior direito da tela. Claro, o usuário pode abandonar a nova interface, se quiser, e usar apenas o teclado e mouse para interagir com a máquina. A tela de toque também pode substituir o mouse durante o uso normal: em vez de levar o cursor do mouse até um item de menu e clicar o botão, basta tocar diretamente no item com o dedo. Mas é melhor explicar com imagens do que com palavras:

Toda esta tecnologia tem um preço: R$ 6.499, segundo a própria HP. A princípio a máquina será importada dos Estados Unidos, mas há a possibilidade de fabricação nacional de acordo com a demanda, o que pode reduzir os preços no futuro. O HP Touchsmart PC IQ5510la já está disponível nas lojas.

Clique nas imagens abaixo para ampliá-las.






Fonte IG.Tecnologia

Google lança serviço para ajudar internauta bêbado

O serviço de e-mails do Google, Gmail, anunciou na segunda-feira (6) um
novo aplicativo, voltado para internautas que tenham bebido além da conta.
A ferramenta vai funcionar como um filtro para cancelar mensagens que não
deveriam chegar ao destinatário.

De acordo com o blog oficial do Gmail, o Mail Goggles funciona nos finais
de semana durante a noite.

Após escrever a mensagem, o sistema pede para que se resolvam alguns
problemas matemáticos. Se conseguir completar o teste, o Google entende que
a pessoa está sóbria o suficiente e manda a mensagem.

A idéia do serviço partiu de Jon Perlow, um engenheiro do Gmail que passou
da conta em alguns finais de semana e diz ter enviado mensagens das quais
não se orgulha.

"Algumas vezes eu mandava mensagens que não devia. Como uma vez que eu
disse em um e-mail que gostava de uma garota. Ou então quando enviei uma
mensagem para minha ex-namorada dizendo que deveríamos voltar", disse
Perlow.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ensine boas maneiras ao Word 2007; ouça Rodolfo Lucena

Quem usa o programa de edição de texto Word sabe que ele faz intromissões não solicitadas sem perguntar nada a ninguém. É comum, por exemplo, a edição 2007 do software forçar correções que o usuário não quer.

Rodolfo Lucena, editor de Informática da Folha e do blog Circuito Integrado da Folha Online, diz que a reportagem de capa do caderno desta quarta-feira (conteúdo exclusivo para assinantes do jornal e do UOL) vai apresentar uma série de dicas para que se possa modificar essas configurações pré-definidas do programa e aproveitar melhor alguns dos seus recursos.

Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.

Rodolfo Lucena

De acordo com Lucena, existe um site que mostra as diferenças entre o Word 2003 e 2007. "Quem está muito acostumado com a versão anterior e não encontra aquela função que sempre usou, provavelmente vai descobrir onde foi escondido o tal recurso."

Na seção sobre entretenimento, o caderno destaca o novo jogo Star Wars: Force Unleashed. Baseado na série criada por George Lucas, o game coloca o jogador na pele de um auxiliar do vilão Darth Vader com a missão de eliminar os Jedi.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Livre-se do lixo "de fábrica"

Eles ocupam espaço em disco, deixam seu computador lento e geralmente não
prestam para nada. Veja como livrar seu computador dos programas
pré-instalados pelos fabricantes


Podem chamá-los de junkware, ou mesmo de bloatware, demoware ou adware.
Para os usuários de Windows estes softwares pré-instalados nos novos
computadores não passam de crapware (em inglês, "crap" quer dizer "lixo",
"porcaria") - programas com pouca utilidade, geralmente instalados sem o
consentimento do usuário.


Compre um micro novo e você verá que eles sempre estão lá, geralmente em
versão de demonstração, para induzir os usuários a experimentar um
determinado serviço ou comprar o programa completo. Pode ser um software de
segurança como o Norton, um editor de imagens da Corel, programas
multimídia da Roxio, ou mesmo ofertas de provedores de internet como a AOL.
Até a Microsoft já entrou na onda com versões de demonstração de seus
softwares, como o Office, oferecidas como "brinde" com um novo PC.


Em outras palavras, marqueteiros estão usando o computador que você acabou
de adquirir como um painel publicitário. O bloatware - software que provê
funcionalidade mínima, ao mesmo tempo em que exige quantidades
desproporcionais de armazenamento, memória e poder de processamento - está
lá porque desenvolvedores de software ou provedores de serviços pagam aos
fabricantes de computadores para instalá-lo. Grande parte destes
fabricantes, presos em uma acirrada guerra de preços, quer o dinheiro para
engrossar suas pequenas margens de lucro.


"Essas coisas são uma dor de cabeça para os consumidores. Quando novos
usuários ligam seus computadores, eles não estão esperando se deparar com
todos estes botões e ícones, e acabam ficando confusos", disse Michael
Redmond, diretor da área de softwares do NPD Group, uma empresa de
consultoria de marketing sediada em Port Washington, estado de Nova Iorque.
"Por outro lado, os fabricantes não querem recusar este dinheiro fácil".


Os programas pipocam nas telas dos computadores na forma de ícones ou
barras de ferramentas pouco depois que o micro é ligado e convidam os
consumidores desavisados a experimentar tal programa de edição de DVDs, ou
ainda aquele aplicativo para a edição de fotos ou para a produtividade do
escritório. A idéia é direcionar novos proprietários de PCs para sites onde
poderão gastar dinheiro em produtos e serviços, ou persuadi-los a usar um
serviço gratuito por um período de 30 ou 90 dias, e em seguida comprá-lo.


"Muitas pessoas ficam chocadas ao descobrir, depois de 90 dias, que na
verdade terão de adquirir o programa", disse Mark Reiman, vendedor
especializado em informática de uma loja BestBuy,  rede varejista de
eletrônicos americana, situada em Carle Place, estado de Nova Iorque.


Estes programinhas aparentemente inofensivos, apesar de causarem amolação,
podem atormentar a máquina, impedindo o bom funcionamento do sistema
operacional, tornando a inicialização do micro mais lenta, além de ocupar
espaço no disco rígido e encher o desktop de ícones não desejados e outros
gráficos irritantes.


"Alguns consumidores são bastante francos em relação a este tipo de
software instalado em seus sistemas", disse Anne Camden, porta-voz da Dell.


Há uma boa razão para removê-los. "Nossos testes internos mostram que a
simples desinstalação destes programas pode melhorar o desempenho do
computador em 20% ou mais", disse David Zipkin, gerente de produto sênior
do Windows para a Microsoft (A maioria dos especialistas acredita que um
tempo razoável para o boot do Windows Vista é de 34 a 45 segundos).


"Estamos muito atentos ao tempo de boot de nossas máquinas", disse Mike
Abary, vice-presidente sênior do marketing da Sony, que também está atento
em relação às críticas dos consumidores sobre esta questão. "Já
identificamos quais são os aplicativos que causam desempenho negativo, e os
removemos ou trabalhamos para aprimorá-los".


Mas, isto não quer dizer que os programinhas serão eliminados. Abary afirma
que 30% dos compradores de computadores Sony acabam usando alguns destes
softwares ? os quais ele chama de "presentes". "Acho que isso trás uma
perspectiva saudável sobre a questão", disse o executivo.


A tempestade de bloatware atingiu um limite em março, quando a Sony
introduziu ? por algumas horas ? um programa chamado Fresh Start. Ele
permitia que alguns compradores de laptops corporativos encomendassem um
micro livre destes softwares. O problema é que a Sony decidiu cobrar US$50
pelo serviço.


Dezoito horas depois, quando um exército de consumidores furiosos reagiu à
idéia de que teriam de pagar para remover algo que sequer queriam, a Sony
rescindiu a taxa. Abary culpou a falha de comunicação interna pelo
ocorrido. "Nós a corrigimos imediatamente", disse ele.


Localizar e eliminar bloatware não é complicado, mas quem não tem
familiaridade com o registro do sistema e configuração de computadores irá
precisar de ajuda. A seguir, algumas soluções:


A solução mais radical ? e a menos recomendada ? é apagar completamente o
disco rígido do computador e reinstalar o sistema operacional, muito
provavelmente o Windows Vista. Neste caso, o usuário teria de comprar uma
nova licença do Windows (e a versão mais barata custa em torno de R$ 300),
já que reinstalá-lo a partir dos discos de restauração fornecidos pelo
fabricante provavelmente vai colocar o lixo de volta no micro. Nesse caso,
pode ser necessário instalar manualmente drivers para periféricos como
impressoras e webcams para que eles voltem a funcionar. Se eles vieram com
seu PC, os drivers provavelmente estão na seção de suporte do site do
fabricante.


Ao invés disto, o usuário pode fazer uma remoção manual do lixo clicando no
ícone "Programas e Recursos" no painel de controle do Windows e seguir os
passos para a desinstalação de programas. Simplesmente deletar o ícone do
programa do desktop não adianta.


A Microsoft recomenda usar o OneCare Live ou o Windows Defender, este
último parte do Windows Vista. O Defender impede que programas se iniciem
automaticamente cada vez que o Windows for aberto. Procure o botão
Ferramentas, vá para Explorar Software e, na caixa de Categorias, selecione
Programas de Inicialização. Selecione o programa da lista e clique em
Desabilitar.


O Windows Live OneCare leva o processo mais adiante. Ele monitora quais
aplicativos de inicialização são usados apenas ocasionalmente. Usuários
podem escolher a partir de uma lista quais programas gostariam de
desabilitar. Este otimizador de desempenho também localiza vírus e spyware.
Porém, é preciso pagar uma taxa anual de US$50, mas ele pode ser instalado
em até três computadores diferentes.


Talvez a forma mais fácil seja usar outros softwares. O PC Decrapifier pode
ser baixado gratuitamente por usuários domésticos em versões para o Vista e
o XP. O software localiza o bloatware suspeito e, após solicitar
confirmação da remoção do programinha safado, o remove.


O Revo Uninstaller alega ser uma alternativa mais rápida e poderosa do que
a opção "Adicionar e Remover Programas" do próprio Windows. É fácil
entender sua interface e os programas instalados podem ser exibidos tanto
como ícones como em uma lista. Um grande botão "desinstalar" mostra o
caminho.


Algumas empresas já estão mais atentas ao problema e estão oferecendo aos
consumidores um pouco de poder de decisão em relação a softwares gratuitos
a serem instalados.


Por exemplo, ao encomendar um laptop Dell Studio no site da Dell, o cliente
pode recusar softwares de demonstração da AOL, Earthlink, Adobe, e o
programa de escritório Microsoft Works. O comprador também pode recusar a
versão de demonstração do antivírus da McAfee, com duração de 30 dias. A
melhor parte é que a Dell não cobra pela opção.


Os fabricantes de PCs estão começando a entender que para o usuário cansado
de bloatware outra solução, também bastante extrema, é mudar para uma
máquina Apple. A empresa, cuja fatia do mercado norte-americano de
computadores cresceu para 8% nos últimos meses, não entulha seus Macs,
iMacs e MacBooks com versões de demonstração de programas. Os computadores
Apple também não rodam automaticamente aplicativos de terceiros quando a
máquina é ligada. Será que a mensagem está sendo captada?


"Nossos clientes do segmento empresarial são os mais francos em relação ao
bloatware, mas todo mundo quer ter uma experiência melhor com seus
computadores, desde a hora da compra até quando descartam as máquinas",
disse Abary, da Sony. "Imagino o dia que nada disso estará presente nos
novos computadores".


Infelizmente, isto não deve acontecer tão cedo.

Fonte: Stephen Williams / NY Times - IGTecnologia