sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O portátil perfeito

Pensando em comprar um computador portátil? Saiba os cuidados que você deve
ter na hora da escolha para não se arrepender depois
José Ouro Camargo

Não importa se você quer um netbook ou notebook. Na hora de escolher seu
novo portátil é preciso ter cuidado. As maiores armadilhas na hora da
compra são se deixar levar pela aparência da máquina ou cair no "papo do
vendedor". Para desovar mercadoria antiga, alguns vendedores inescrupulosos
empurram produtos claramente inferiores como se fossem uma "ótima compra".
O consumidor só descobre o erro tempo depois, em casa, quando sua máquina
"novinha" já não dá mais conta das tarefas do dia-a-dia

Sua melhor arma contra esse tipo de situação é a informação: sabendo
exatamente o que você quer e precisa comprar, é possível até gastar menos
aproveitando alguma oferta de última hora ou um modelo bom que está para
sair de linha.

Netbooks

Os portáteis desta categoria são pequenos, leves e muito bonitinhos, mas
exigem atenção especial. O maior problema da primeira safra de netbooks,
como a primeira geração do Positivo Mobo ou os ASUS EeePC da série 701, é a
capacidade de armazenamento reduzidíssima. Existem nas lojas aparelhos que
possuem meros 2 GB de espaço para guardar arquivos, espaço simplesmente
inadequado mesmo para os usuários mais básicos.

Comprar um netbook desses inevitavelmente obrigará você a gastar mais
dinheiro em um HD externo ou um cartão de memória. Prefira os netbooks que
venham com HD - de pelo menos 80 GB ? ou, no caso dos modelos com memória
flash interna (SSD), pelo menos 4 GB, o que é pouco mas para atividades
simples, como criar documentos de texto e planilhas, dá para o gasto se
você fizer backups em cartões de memória, pendrives e HDs externos com
frequência.

Outro problema é o tamanho da tela. Fuja dos netbooks que vêm com telas de
7 polegadas. Além de difíceis de visualizar para a maioria das pessoas,
essas telas são de qualidade inferior às de maior tamanho, e a menor
resolução da imagem (800 x 600 pixels) prejudica a visualização de sites,
que muitas vezes "não cabem" inteiros na tela. Telas a partir de 9
polegadas são as melhores.

Os processadores encontrados nos netbooks, Via Nano ou Intel Atom na safra
atual, Intel Celeron nos modelos mais antigos, têm na prática um desempenho
bastante similar. O que faz a maior diferença é a quantidade de memória
RAM: prefira os aparelhos que tenham pelo menos 1 GB. A agilidade do
sistema operacional melhora bastante com mais memória.

A bateria também é um ponto digno de atenção: netbooks são máquinas
projetadas para quem precisa de mobilidade extrema, ou seja, anda o dia
todo por aí com a máquina a tiracolo. Por isso são leves. Mas a leveza e
tamanho não adiantam se você ficar preso à tomada para recargas constantes.
A autonomia de bateria nos modelos disponíveis no mercado nacional varia
muito, de 2 horas e meia a mais de 4 horas e meia. Se estiver em dúvida
entre modelos similares, prefira o com maior autonomia de bateria.

O sistema operacional é o ponto final na sua escolha. Netbooks costumam vir
de fábrica com Windows XP ou algum tipo de Linux instalado. Para usuários
mais avançados, o Linux funciona bem, mas os novatos podem penar um pouco
para aprender a usar o sistema. Se esse for o seu caso, o netbook com
Windows instalado é a melhor opção, pois funciona exatamente do mesmo modo
que seu computador de casa.

Se você quer usar um modem 3G USB para ter conectividade em qualquer lugar,
prefira o Windows. Normalmente, para iniciantes é complicado conseguir
configurar o modem para que funcione corretamente no Linux.

Notebooks

A gama de opções cresce vertiginosamente quando o assunto são os portáteis
tradicionais, os notebooks. Para não entrar numa fria, a melhor opção é
observar o equilíbrio entre os diferentes componentes da máquina.

O processador é o primeiro ponto a se observar. Para tarefas mais simples,
basicamente navegação na internet e uso leve no trabalho, notebooks
equipados com processadores como o Intel Celeron ou AMD Semprom resolvem o
problema.

Máquinas mais envenenadas, com processadores como o Intel Core 2 Duo ou AMD
Turion X2 são mais adequadas a quem usa o notebook para editar fotos e
vídeos, além de assistir filmes e ouvir música. O processador também influi
na escolha do sistema operacional: evite o Windows Vista em um notebook com
um processador Celeron ou Semprom, o sistema pede uma CPU "dual-core", como
o Core 2 Duo ou Turion X2, para funcionar "redondo".

Mas só o processador não resolve o problema. É fundamental que a máquina
venha com uma boa quantidade de memória, especialmente se o sistema
operacional for o Windows Vista. É preferível ter um Celeron equipado com 3
GB de RAM do que um Core 2 Duo com 1 GB. A diferença de desempenho é
espantosa. Não compre nenhum notebook com Windows Vista instalado que venha
com menos de 2 GB de RAM.

Um HD espaçoso, com pelo menos 120 GB, é importante para que o sistema
operacional tenha espaço para rodar bem ao mesmo tempo que seus arquivos
ficam estocados. Para fazer backup, é fundamental que seu notebook grave
CDs ou DVDs. Pela maior capacidade de armazenamento, vale a pena investir
em uma máquina com gravador de DVDs, pois ela também grava CDs de música ou
dados, além de gravar DVDs de vídeo.

A placa de vídeo integrada é um fator importante apenas se você pretende
jogar no notebook. Máquinas com boas placas de vídeo, tanto da ATI quanto
da Nvidia, costumam custar muito mais. Se for realmente imprescindível
jogar no seu notebook, prepare-se para gastar mais de R$ 8 mil em um
equipamento adequado.

Por fim, fuja de qualquer máquina que tenha o Windows Vista Starter Edition
(ou seu "irmão mais velho", o Windows XP Starter Edition) instalado. O
sistema é uma versão extremamente limitada do Windows Vista e não vale a
pena. O idela é levar para casa o Windows Vista Home Basic, Home Premium ou
Business. E se você se sente confortável usando Linux, abra o olho:
notebooks que vêm com este sistema instalado costumam custar menos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Netbook ou Notebook?

Com a chegada dos netbooks, aqueles “notebooks pequenininhos”, ao mercado os consumidores estão confusos. Eles são bonitinhos e leves, mas custam quase o mesmo preço de um notebook barato. Vale a pena pagar “mais” por “menos”? Ou é melhor investir em um portátil tradicional? Entenda as diferenças, e vá às compras tranquilo.
José Ouro Camargo - Tecnologia.ig.com.br



Com o dinheiro do 13º chegando, muita gente se prepara para comprar seu primeiro computador portátil ou pensa seriamente em substituir o antigo. Mas, dentre o mar de opções que já existia no mercado, agora há um novo dilema: qual portátil é o melhor, um notebook tradicional, com DVD e tela de 12 ou 14 polegadas, ou um dos novos netbooks, aqueles ultra-portáteis “pequenininhos” que estouraram neste ano com preços bastante convidativos?

A resposta é: depende de para quem você pergunta. Tem gente que acha os netbooks fracos demais se comparados aos portáteis "de verdade". Outros querem distância dos notebooks pesadões. Mas, qual deles realmente é o melhor?

Tudo é relativo

O primeiro passo na escolha do portátil que você vai comprar é definir o orçamento. Existem bons notebooks no mercado por até R$ 2 mil. Já um netbook, que de longe mais parece um brinquedo de tão pequeno, não sai por menos de R$ 1 mil, mas os modelos mais avançados custam quase R$ 2 mil.

Se o preço é praticamente o mesmo, o que muda então entre os tipos de aparelho? Muda tudo.

O primeiro ponto a se levar em conta é o poder de processamento. Mesmo os notebooks mais modestos, equipados com processadores de entrada como o Intel Celeron ou o AMD Sempron, são bem mais “parrudos” que os netbooks.

O segundo, é o uso que você fará do equipamento. Um netbook se presta a navegar pela web, escrever textos, planilhas e preparar apresentações simples. Até dá para ouvir música em MP3 e assistir a alguns vídeos digitais, mas ele não tem fôlego para muito mais que isso.

Um notebook, por outro lado, é basicamente um computador comum espremido em uma “embalagem” menor. Se estiver equipado com um bom processador e uma quantidade adequada de memória RAM, ele faz praticamente tudo o que um PC de mesa faria, exceto jogos, que demandam recursos mais avançados.

Leves como uma pluma

A grande sacada dos netbooks é a portabilidade: Com aproximadamente 1 Kg, são aparelhos feitos para carregar dentro da mochila ou da bolsa como se fossem livros, até porque tem o mesmo tamanho de um livro médio. São tão pequenos que podem ser usados apoiados em uma mão, digitando com a outra. É algo importante a considerar se você planeja carregar o micro para onde for o dia inteiro, todo dia.

Os netbooks tem outra vantagem: muitos dos aparelhos vêm equipados com SSDs, uma espécie de “cartão de memória” (como os cartões SD) interno, que substitui o HD. Esse tipo de equipamento é mais leve, mais resistente a quedas e consome menos energia que um HD convencional, mas o “custo por gigabyte” é maior.

Por isso, pelo menos no Brasil, netbooks equipados com SSDs tem capacidade limitada a poucos gigabytes, algo entre 4 e 16 GB. Veja se os arquivos que você quer levar junto com a máquina cabem neste espaço.

Entretanto, alguns netbooks de gerações mais recentes trazem mini-HDs de boa capacidade, como 80 ou 120 GB, e são mais adequados para quem decidiu usar o pequeno computador como máquina principal, aposentando de vez a necessidade de um notebook e reduzindo muito - ou eliminando - a necessidade de um PC convencional.

Isto é, se você não fizer questão de acessar CDs ou DVDs, pois nenhum netbook tem leitor de disco óptico. Para ler ou gravar um disco, você vai precisar de um gravador externo USB. Se você precisa fazer isto com frequência, vá de notebook.

E, é importante não esquecer, os netbooks têm telas que vão de 7 a 9,8 polegadas, e teclados menores que os convencionais. Quem tem problemas para enxergar certamente não conseguirá usar de maneira satisfatória uma máquina dessas, mesmo que venha acompanhada de muitas vantagens. O mesmo pode ser dito de pessoas que tem mãos grandes, que vão demorar a (ou nunca vão conseguir) se acostumar com o teclado menor que o convencional.

Poder condensado

Um bom notebook, com tela maior e peso considerável, já consegue dar conta do recado de praticamente qualquer tarefa que um PC de mesa tira de letra. Até algum tempo atrás, notebooks eram sinônimo de máquinas limitadas e fracas, mas hoje isso não é verdade.

Além de consumir menos energia para funcionar que um PC convencional, os notebooks têm a vantagem de serem portáteis, servir como poderosas máquinas de multimídia - alguns até rodam filmes em Blu-Ray - e, em alguns casos, substituir totalmente os PCs de mesa.

Como os preços dos notebooks básicos estão caindo a cada dia, mesmo com a crise internacional ameaçando catapultar os preços para cima, muita gente decidiu abandonar os desktops em prol dos portáteis. Com telas que vão das compactas 13 polegadas a mais de 20 polegadas, esse tipo de máquina é idel também para quem não quer destruir a decoração da casa com um PC desktop grandalhão, esteticamente incompatível.

Dúvida cruel

Antes de “assinar o cheque”, pergunte-se sempre: “o que farei com o micro?” Para navegação na web, escrever textos e rotina básica de escritório, o netbook dá conta, principalmente se você já tem um bom PC em casa. Para tarefas mais pesadas, como multimídia e jogos simples, ou como substituto ou equivalente ao PC de mesa, o notebook é a resposta. Pense nisso antes de comprar, assim você levará apenas satisfação e portabilidade para casa.