reconhecer gestos, expressões faciais e lidar com multimídia de uma forma
nunca vista.
A Toshiba anunciou nesta semana o lançamento do Qosmio G55-802. Seria
apenas mais um notebook na extensa linha de produtos da fabricante
japonesa, se não fosse um detalhe: ele é o primeiro notebook equipado com
um processador Cell (o mesmo do Playstation 3) a chegar ao mercado.
Isso não quer dizer que ele seja capaz de rodar os mesmos jogos, ou tenha a
mesma capacidade de processamento, que o videogame da Sony. Na prática, o
Qosmio G55-802 ainda é um PC, baseado no processador Intel Core 2 Duo P7350
de 2 GHz, 4 GB de memória RAM, 500 GB de espaço total em disco e gravador
de DVD SuperMulti, além de uma placa de vídeo GeForce 9600M GT com 512 MB
de memória dedicada e monitor LCD widescreen de alta definição com 18.4
polegadas e resolução de 1680x945 pixels.
O chip Cell, que a Toshiba chama de SpursEngine, é usado como
co-processador para acelerar o desempenho em tarefas relacionadas a
multimídia. Graças a ele, o usuário pode controlar o micro com gestos das
mãos ou expressões faciais em frente à webcam, converter vídeo entre vários
formatos em uma fração do tempo normalmente necessário para a tarefa ou
fazer "upscaling" de vídeo, transformando clipes em resolução padrão em
vídeo de alta resolução.
O SpursEngine é na verdade uma versão modificada e reduzida do Cell usado
no Playstation 3: enquanto o console da Sony usa um modelo composto por
processador central e oito co-processadores auxiliares (sete ativos, um
desabilitado) no mesmo chip, o modelo da Toshiba usa quatro
co-processadores por chip, com 128 MB de memória exclusiva. Ainda assim, é
o suficiente para lidar com multimídia de forma muito mais eficiente que um
processador comum.
Toda esta tecnologia custa, nos EUA, mais barato do que se imagina. O novo
Qosmio G55-802 tem preço sugerido pelo fabricante de US$ 1.549.99,
acompanhado do Windows Vista Ultimate em versão de 64-Bits. A linha Qosmio
não é comercializada no Brasil, e não há previsão de lançamento do novo
notebook no país.
Fonte: Rafael Rigues - IgTecnologia
